Pesquise neste blog

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Resenha (exemplo)

___________________________________________

Autor Elvis Rossi Mello 

Resenha Bibliográfica “Técnicas de comunicação escrita”, Izidoro Blikstein. São Paulo: Editora Ática, 2003. 97 p.

Apresentação O livro Técnicas de comunicação escrita foi desenvolvido por Izidoro Blikstein, especialista em lingüística e semiótica, professor orientador de várias teses nos departamentos de pós-graduação da PUC-SP e da USP. O autor fez pesquisas em: GARCIA, Othom M. Comunicação em prosa moderna; GUIRAUD, Pierse, A Semiologia; LUFT, Celso Pedro, No guia ortográfico; WHITAKER, Penteado J.R., A técnica da comunicação humana.

Resumo Neste livro o autor “brinca” um pouco com a língua portuguesa, narrando uma pequena história que desencadeia uma grande confusão por falta de entendimento entre patrão e colaborador.

No capitulo I, “Quem não escreve bem...perde o trem!”, o autor narra uma historia muito interessante de um bilhete escrito por um patrão à sua secretaria. A confusão começa quando o patrão escreve o bilhete de maneira imprópria e errada, tanto na escrita quanto na clareza de suas ordens para a secretaria. É um bilhete pedindo para que a secretaria comprasse uma passagem de trem para a Cidade do Rio de Janeiro às 8:00 horas do dia seguinte, no entanto, a secretaria quando lê o bilhete, entende seu pedido de maneira diferente, da qual seu patrão imaginara ter escrito. A conclusão foi uma grande confusão, pois o patrão perdeu o trem e perdeu um possível cliente.

No capitulo II, “Segredos da comunicação escrita”, podemos observar varias dicas para se escrever bem, para que a pessoa que estiver lendo o que escrevemos, esteja entendendo o que realmente estamos querendo transmitir. Aqui o autor mostra onde o patrão errou ao redigir o bilhete, e como ele deveria ter escrito de maneira correta, para que a secretaria não tivesse que “interpreta-lo” ao lê-lo. Comunicar-se bem ou escrever bem não é luxo, nem exibicionismo, é uma questão de sobrevivência.

No capitulo III, “Estrutura e funcionamento da comunicação”, o autor nos mostra que para haver uma comunicação, deve haver o remetente e o destinatário da mensagem. Quando escrevemos uma mensagem não podemos pensar em apenas nós mesmos, é preciso que nos preocupemos principalmente com o destinatário. Há varias coisas que devemos observar quando estamos passando uma mensagem: como pegar a idéia, mensagem de signos, associando-se entre estímulos físicos e uma idéia, codificação e decodificação, enxergar a meta, ter domínio dos códigos, ou seja, aquilo que você pode ver, e a quem esta escrevendo.

O capitulo IV, “Ganchos para agarrar o leitor”, nos mostra como uma leitura pode ou não ser atraente, e que chame a atenção do leitor. Um bom modo para atrai-lo é não sobrecarregar a mensagem com informações muito complicadas, muito difíceis de ser entendidas. Utilizando um modo simples de escrever com palavras descomplicadas, e de preferência utilizando gravuras para ilustrações das mesmas, pode-se alcançar os objetivos em um menor tempo.

No capitulo V e VI, o autor faz um resumo dos capítulos anteriores, e diz que para termos uma boa comunicação, temos que fazer uso de algumas técnicas, tais como: remetente, destinatário, mensagem, código, repertorio, veiculo, entre outras, e como toda boa receita devemos utilizar com bom senso e uma visão critica.

Crítica O livro Técnicas de comunicação escrita de Blikstein, tem uma leitura agradável, pois ele escreve de maneira fácil de ser entendido. O autor tem vasta experiência no mundo acadêmico e editorial. Pode-se dizer que ele atingiu seus objetivos, passando suas idéias e inovando com exemplos que prendem a atenção do leitor. A leitura torna-se uma brincadeira, pois logo na primeira página, ele escreve um pequeno texto, e tudo mais a seguir gira em torno deste texto. Por fim, indico este livro a pessoas que gostam de português, e querem se aprofundar um pouco mais nas maneiras corretas de comunicação, é uma leitura agradável e um livro bem editado.



Tecnologias e técnica de produção de textos

Twitter chega à sala de aula como ferramenta para aprender técnica literária

Escola usa regra básica do microblog, o limite de 140 caracteres por mensagem, para que alunos desenvolvam narrativa e concisão em minicontos



18 de outubro de 2010 | 0h 00


  
Alunos do 8ª série do ensino fundamental Talissa Ancona Lopez, Pedro Rubens Oliveira e Davi Yan Schmidt Cunha (à dir.): literatura em microcontos 
"O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior." Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa.
A técnica literária, conhecida como microconto, nanoconto ou miniconto, foi praticada pelos alunos do Colégio Hugo Sarmento no perfil @hs_micro_contos do Twitter.
Para escrever uma história coerente em tão poucas palavras, os estudantes tiveram de ficar atentos à narrativa, à concisão e ao sentido do que era postado, algumas habilidades já dominadas pelos adolescentes, acostumado com a rapidez da internet.
Embora o Twitter seja usado com mais frequência para relatos e comentários do cotidiano, não ficcionais, os microcontos já têm adeptos na rede social. Há perfis totalmente dedicados à técnica e usuários que costumam escrever mini-histórias, como a cantora Rita Lee (@LitaRee_real).
"Cada história precisava ter um começo, meio e fim. Não dava, por exemplo, pra ficar descrevendo o cenário", conta Pedro Rubens Oliveira, de 13 anos, que participou do projeto.
O professor de língua portuguesa do ensino fundamental Tiago Calles, que propôs o exercício na escola, conta que aproveitou os limites de espaço da rede para trabalhar a estrutura da narrativa e as poesias concretas, abordadas em aula, de uma maneira diferente. "O fato de envolver uma outra plataforma interessou os alunos, que se sentiram mais motivados", afirma.
Talissa Ancona Lopes, de 13 anos, conhecia pouco do Twitter antes de usar a plataforma na escola. "Tive um perfil por algum tempo, mas depois excluí", conta. Dona de perfis em outras redes sociais, ela encontrou uma nova utilidade para a rede. "É mais divertido aprender dessa maneira."
A diversão costuma estar associada às redes sociais. Segundo a assessora de tecnologia educacional da Escola Viva, Elizabeth Fantauzzi, os estudantes têm dificuldade para enxergar o Twitter como uma ferramenta de aprendizado. "Para eles, aquilo não pode ser usado em aula, mas é um material muito rico se for aproveitado com um sentido pedagógico", diz.
Tecnologia. Não só a familiaridade com a internet estimulou a exploração do tema em sala de aula, mas também a fluência na linguagem tecnológica dos alunos. Na Escola Viva, estudantes do fundamental fizeram um projeto em que usaram conversas por mensagem de celular para montarem micro-histórias.
"Os adolescentes têm fluência na linguagem digital. Cabe aos professores aproveitar isso e aplicarem em sala de aula", afirma Elizabeth.
A intenção das escolas é transformar a facilidade com a escrita da internet - com seus símbolos e abreviações - em habilidades também nas redações mais acadêmicas. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado, o desempenho dos estudantes na área de Linguagens e Códigos foi justamente o que mais deixou a desejar. Em nenhum colégio a média de 700 pontos - em uma escala que vai de zero a mil - foi atingida.
ENTREVISTA
"Às vezes duas palavras bastam para expressar um sentimento"

Tiago Calles, professor de língua portuguesa do Colégio Hugo Sarmento
Professor defende que qualidade e criatividade podem ser expressas em textos curtos.
Você tem perfil no twitter?Não. Tenho e-mail, Orkut, mas achava que precisava encontrar uma maneira mais útil de usar o Twitter antes de criar um perfil. Por isso apresentei os microcontos em sala de aula. Queria avaliar os possíveis usos para a ferramenta.
É possível revelar a personalidade dos autores em textos tão curtos?Sim. As poesias concretas demonstram isso. Às vezes duas palavras bastam para expressar algum sentimento ou ideia. Eu acho que os adolescentes conseguiram passar um pouco de suas personalidades nos textos que escreveram.
Os alunos podiam usar abreviações nos contos?Podiam. Por ser um texto literário, eles tinham liberdade para escreverem da maneira que queriam. Curiosamente, nenhum dos textos que recebi tinha essas abreviações usadas na internet.